sábado, 28 de novembro de 2009

Evolução e Expansão dos Sistemas de Gestão Empresarial (ERP) até as Pequenas Empresas

Os primeiros sistemas de gestão empresarial ( Enterprise resource planning ou ERP ) e gestão estratégica de recursos foram idealizados logo com o início do advento da computação na década de 50.
Como na época os computadores era lentos e expendiosos, em geral, somente governos e instituições nacionais podiam implementar tais sistemas.
No entanto é interessante observar que mesmo sendo extremamente caros e lentos, comparados aos parâmetros de hoje, estes sistemas já eram vantajosos pois permitiam que cálculos que levariam meses feitos manualmente, passassem a ser processados em poucos dias ( isso mesmo, nesta época, a computação era contada na casa dos dias !! ).
Passadas as décadas, a tecnologia físicas ( hardware ) foram se tornando cada vez mais baratas, a conectividade também crescendo de modo compatível. No inicio da década de 90, periodo em que surgiu o computador pessoal ( PC ) e que as empresas começaram a enfim ter recursos suficientes para se informatizar e automatizar, os sistemas de gestão empresarial chegaram as grandes empresas particulares. Uma vez esgotado o mercado das grandes corporações, as empresas que produziam os sistemas de gestão empresarial voltaram seu foco então para as médias e pequenas empresas.
Nas pequenas e médias companhias, o cenário era diferente, tinhamos duas limitações principais: limitação de recursos e limitação financeira. A limitação de recursos foi resolvida desenvolvendo sistemas mais eficientes e modernizando as tecnologias de banco de dados, já a limitação financeira foi contornada, limitando o escopo do sistema, incluindo menos funcionalidades.
Sistematicamente, ano após ano, as empresas foram sendo bombardeadas por marketing e a adoção de sistemas de gestão empresarial foi aumentando gradativamente. Como o mercado foi sendo alargado, mais e mais empresas de desenvolvimento de software também passaram a produzir tais sistemas. Do meio da década de 90 em diante, com o aumento da concorrência, alargamento do mercado, barateamento dos computadores e barateamento do acesso a internet, os sistemas ERP, em maior e menor escala, se tornaram presentes na maioria das empresas do mundo. Hoje em dia, uma empresa que não tenha um sistema integrado de gestão empresarial, com certeza está defasada, ter um sistema ERP implantado já não é um diferencial, é um pré-requisito.
Principais Tipos e Categorias de Sistemas de Gestão Empresarial
Existem algumas categorias e tipos de sistemas distintos de gestão empresarial. Muitas vezes, todos estão integrados sobre as asas de um mesmo sistema ERP, mas podem vir também separados, dependendo das necessidades:
Sistema de Gestão Patrimonial: Os sistemas de
gestão patrimonial consistem em sistemas de catalogo e armazenamento de dados relativos ao patrimônio das empresas. Cabe ao sistema de gestão patrimonial, manter um inventário atualizado de todo e qualquer bem que pertença a empresa, armezenando seu valor atual de mercado, sua descrição e sua localização física ( quando se tratar de um bem físico tangível ). Como bens de uma empresa não são considerados somente os bens materiais e físicos ( tais como imóveis ), também entram neste inventário, patrimônio intelectual ( patentes, estudos científicos, conhecimento tecnológico, etc.. ) e investimentos. Em geral, sistemas de gestão patrimonial, são implementados e mantidos por empresas e consultores especializados, já que o catalogo e atualização do acervo de bens é um processo complexo.
Sistema de Gestão Eletrônica de Documentos: Os sistemas de
gestão eletrônica de documentos ou GED, assim como os sistemas de gestão patrimonial, também consistem em sistemas de catalogo de dados, mas com outro enfoque: nos sistemas de gestão eletrônica de documentos os dados armazenados são relativos ao acervo de documentos da empresa. São armazenados nos sistemas de GED dados tais como conteúdo de documentos, descrição destes documentos, imagens, descrição das imagens, arquivos de computador e sua descrição, etc…
Sistemas de Controle de Estoque: Sistemas de controle de estoque, se encontram em uma categoria mais simples de sistemas de gestão empresarial, em geral instalados em empresas de manufatura. Nestes sistemas são armazenados os dados relativos ao estoque de matérias-primas e também os estoques de mercadorias produzidas, sendo armazenados também históricos de produção e também de consumo de insumos. Uma das principais funções dos sistemas de controle de estoques é gerar relatórios para a direção estratégica da empresa.
Sistemas de Controle da Produção: Sistemas de controle de produção em geral trabalham integrados com os sistemas de controle de estoque. A principal função destes módulos é controlar e organizar a linha de manufatura, registrando as ordens de produção, bem como os produtos produzidos, atualizando em tempo real os níveis dos estoques. Outra função também presente nestes sistemas é a integração com a contabilidade, produzindo e proporcionando dados para alimentar os sistema de gestão patrimonial e contabilidade geral. Pode-se considerar que os sistemas de controle de produção em geral são o coração dos sistemas integrados de gestão empresarial.
Principais Vantagens dos Sistemas de Gestão Empresarial
Os sistemas de gestão empresarial, nas empresas onde são implantados, trazem os seguintes beneficios:
Eliminação de custos relativos a processos manuais e aumento da produtividade devido a automatização.
Aumento do fluxo interno de informação e integração entre os departamentos distintos nas empresas.
Otimização do processo de tomada de decisões.
Diminuição da redundância das atividades já que os processos passam a ser automatizados.
Aumento da precisão na obtenção de informações e relatórios, já que os dados passam a ser criteriosamente armazenados
Principais Desvantagens dos Sistemas de Gestão Empresarial
No entanto, sistemas de gestão empresarial podem trazer as seguintes desvatagens e obstáculos:
A empresa passa a sofrer uma forte dependência da empresa que forneceu e implantou o sistema de ERP
Muitas vezes o alto custo que um sistema de gestão empresarial pode trazer não trás um benefício semelhante ( baixo custo/benefício )
O aumento do controle sobre os processo e as pessoas, pode gerar resistência através de funcionários que não querem mudar seu método de trabalho
A integração dos departamentos da empresa pelo sistema, muitas vezes não se reflete em uma integração real da companhia


O Conceito de Planejamento Estratégico

Na Administração de Empresas moderna, o conceito de Planejamento Estratégico é um dos instrumentos mais importantes. Planejamento Estratégico consiste em um processo de gerencia contínuo e persistente onde o gestor, ou gestores, responsáveis pela empresa determinam os parâmetros que a companhia deve seguir no curto, médio e longo prazo.
Uma vez estabelecidos os objetivos de médio e longo prazo da empresa, o planejamento estratégico passa também a definir as diretrizes diárias da empresa, buscando e fornecendo aos administradores informações para tomada das melhores decisões.
É preciso se adiantar ao mercado, prever as tendências, uma empresa que não tem planejamento é como uma folha seca solta ao vento: ela se move ao sabor do acaso, não se sabe onde ela pode parar.
Em relação aos administradores, é preciso saber focar os objetivos: Se todo o foco for dado ao planejamento de longo prazo, as questões operacionais vão acabar sendo negligenciadas e a empresa vai perder eficiência, no entanto, se todo o foco for dado ao dia-a-dia da empresa, as questões estratégicas vão acabar sendo negligenciadas e a empresa vai perder o rumo, ficando estagnada. A empresa deve ter um objetivo, deve ter uma razão de ser.
O administrador não deve se tornar uma espécie de bombeiro, apagando “incêndios” toda vez que um novo problema surge, o administrador além de se preocupar em apagar o fogo, deve sempre também buscar as origens dos incêndios.




O Valor do Patrimônio Intelectual

Embora tenham sido desenvolvidas várias técnicas de gestão patrimonial ( gestão do patrimônio ) e contabilidade que podem dar uma dimensão aproximada do valor que vem a ter uma patente, um conhecimento estratégico ou então uma tecnologia, o verdadeiro valor dos mesmos é dificil de ser mensurado.
Outra característica importante de comparação entre o patrimônio intelectual e o patrimônio físico é que ao contrario dos bens materiais, um capital intelectual jamais desvaloriza, jamais deteriora e jamais deprecia. Uma máquina ou um veículo pode ser usado por muitos anos por uma empresa, mas no entanto, um dia necessitará de ser substituido, um dia terá a sua vida útil terminada, um conhecimento adquirido dura para sempre. Tecnologias podem até se tornar obsoletas e ser substituidas por novas técnicas, mas mesmo assim, elas permancem, pois um novo avanço sempre tem como base um avanço tecnológico anterior.




A Importância do Patrimônio Intelectual no Contexto da Gestão Patrimonial das Empresas

Desde o inicio do desenvolvimento da teoria da Administração Moderna e da gestão patrimonial, o patrimônio intelectual ou capital intelectual é tido como um dos bens mais valiosos presentes no contexto das empresas. Como patrimônio intelectual, entendemos como todo e qualquer tipo de conhecimento produzido, armazenado e aplicado por uma empresa no contexto do seu negócio. Também é incluido no patrimônio intelectual corporativo todo o conhecimento tático e estratégico de mercado que a empresa pode usar a seu favor no mercado em que atua. Devido ao alto valor potencial e real embutido no patrimônio intelectual, hoje em dia é essencial que ele tenha um tratamento diferenciado na gestão patrimonial. Na contabilidade o ramo específico que trata do exame e classificação do patrimônio intelectual é denominado Contabilidade Estratégica.
Com o avançar da sociedade no que hoje chamamos de Era da Informação, as empresas tem investido cada vez mais na produção e manutenção de um bom acervo de patrimônio intelectual. No nível de competição que temos no mundo atual, é justamente a capacidade tecnológica e estratégica de uma empresa que vai determinar o seu sucesso ou fracasso no mercado em que a mesma atua.
Alguns séculos atrás, em uma sociedade predominantente agrária, era a quantidade de terras que uma instituição tinha que determinava o seu tamanho e importância social, algumas decadas atrás, era a quantidade de bens fisicos de uma empresa, em uma sociedade predominantemente industrial, que determinada a sua importância, hoje em dia, em uma sociedade baseada na informação e capital intelectual, no contexto da gestão patrimonial de uma empresa é a quantidade de riqueza intelectual da mesma que determina a importância de uma companhia

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Mensuração de Resultados







Em um mundo cada vez mais globalizado, na qual a tecnologia é de forma acelerada existem poucas áreas nas quais a ação de um individuo é suficiente. Reconhece que cada vez mais há necessidade de trabalho em equipe.
Fica-nos o desafio de através da mensuração de resultados, implementar estratégias, utilizando sabiamente do elemento humano para que as perspectivas sejam atendidas em todos os âmbitos.
Definição de Mensurar: determinar a medida de medir. O ato de medir, tão presente banal é objeto de nossas reflexões assim desde logo ao pensarmos em medir cogitamos, unicamente os resultados numéricos. Quando precisamos medir a largura de uma sala? Usamos a trena instrumento de mensuração que são estendidos ao longo da dimensão e permitem- nos dizer, por exemplo, que a referida largura vale quatro metros.
Muitas vezes instrumentos ou escala que possam ser aplicadas ao que não sejam numéricos. Assim a mensuração também por meio de teste, escala ou questionário, exemplo: a inteligência humana pode ser medida por questionário teste que produzirão resposta corretas, promover o aprimoramento permanente.Vários e favoráveis são os aspectos do desafio proposto pela mensuração de resultados, a mensuração de resultados possibilita muito mais do que simplesmente, avaliar criar um ambiente de melhoria, pois permite rever, corrigir as ações e gerar mais conhecimento credibilidade a atividade prioriza, sobretudo profissionais que atuam arduamente na busca de soluções.




O impacto do desempenho humano nos resultados das organizações.

A imprevisibilidade do mundo moderno e as mais freqüentes mudanças nos levam a ver que não se vive mais naquela época de estabilidade em que as mudanças ocorriam lentas, entre decorrente de causa e efeitos que ajustavam através dos tempos de maneira quase imperceptível e é evidente o impacto dessas transformações no desempenho humano e a forma de trabalho que deverá estar apto a promover as mudanças no ambiente organizacional a que rigor esforço permanente readaptação e de assimilação de novos conhecimentos. Portanto, são as pessoas que promovem as mudanças para manter a empresa em ritmo evolutivo. Isto significa que o sucesso da empresa apóia-se fundamentalmente e insubstituivelmente a competência na capacidade inovadora e no desempenho de sua força trabalho o conhecimento é um legado e quando partilhado, distribuído enriquecendo o homem na vida pessoal e profissional.

Em nosso dia a dia estamos sempre medindo desempenho. A avaliação do desempenho configura-se um a atividade complexa que muitas vezes as simples observação da medida não suficiente para saber se o desempenho da empresa foi bom ou não usar a medida de desempenho eficaz.
A mensuração do resultado não é um processo simples, pois envolve muitas variáveis, específicas para cada atividade. E está diretamente relacionada com os eventos realizados pela entidade avaliada. A forma como os eventos ocorrem e seus objetivos, do mesmo modo os eventos que estão sendo programados, é que definem como eles serão mensurados.
Além disso, o tipo de decisão a ser tomada e o grau de confiabilidade que se espera das informações são pontos-chave para se mensurar corretamente. Outro ponto que não se pode descuidar é quanto à base conceitual ou aos critérios de mensuração utilizados. Aí fica mais evidente a necessidade de consultar os usuários da informação, a fim de definir sob que enfoque eles querem saber o resultado. Os ativos serão avaliados a valores de entrada ou de saída, a empresa será mensurada considerando sua continuidade ou sob uma ótica de descontinuidade, a fim de comparar o custo de oportunidade de continuar o empreendimento ou partir para outra alternativa de aplicação dos recursos.
Quanto ao “modelo perfeito de mensuração” não parece correto dizer que ele não existe, mas é muito complicado dizer se há como se chegar a um modelo aplicável a qualquer empreendimento, até mesmo pelo que foi exposto acima. O que temos são conceitos muito válidos de mensuração e uma diversidade de formas para utilizá-los.
O sistema de gestão econômica apresenta um conjunto de premissas bastante interessantes e que merecem ser analisadas. Entretanto exigem um sistema contábil muito organizado e perfeitamente integrado, bem como uma visão holística da empresa. É preciso que todo o empreendimento trabalhe dentro de uma mesma visão. O que se pode afirmar é que há muito campo para estudo dentro dessa área e muito a auxiliar na gestão dos negócios, para quem optar pela visão econômica do resultado.
Quem souber medir com perfeição sua eficácia estará sempre na frente dos outros, pois saberá antecipar as decisões e chegar a resultados cada vez melhores